Fim de semana chega sem circulação de ônibus em Paulínia

Empresa Passaredo e sindicato não chegam a acordo e paralisação atinge seu quarto dia

Paulínia amanheceu nesse sábado (18) sem ônibus, assim como nos três dias anteriores. A paralisação dos coletivos completa seu quarto dia sem nenhum avanço nas negociações entre a Passaredo e o Sindicato dos Rodoviários de Campinas e Região, representante dos trabalhadores. E a greve deve continuar durante todo o final de semana.

Nessa sexta-feira (17) o Ministério Público do Trabalho (MPT) marcou uma audiência pública para tentar um acordo entre as partes. A audiência será realizada na manhã de segunda-feira e até lá a greve deve continuar, causando dificuldades para quem precisar se deslocar pela cidade.

Desde a segunda-feira (13) o Sindicato começou a dar avisos de que a partir de quarta-feira (15) seria deflagrada greve dos trabalhadores em razão das empresas Viação Passaredo Ltda, concessionária do transporte coletivo, e LLC Transportes Ltda, responsável por um lote do transporte escolar, se recusarem a conceder reajuste nos salários no ano de 2015. A alegação da empresa era de que a tarifa estava congelada havia cinco anos e por isso não havia condições financeiras de conceder o aumento solicitado.

Na terça-feira (14) o prefeito José Pavan Júnior (PSDB) publicou o decreto 6975, autorizando o reajuste da passagem de R$ 2,60 para R$ 2,85, aumento de acordo com o índice de inflação dos últimos 12 meses, que foi de 9,89% de acordo com o INPC (IBGE). Com a medida, chegou a cogitar-se que a greve não ocorreria, pois o percentual do reajuste tarifário corresponderia ao percentual de reajuste do salário pedido pelos trabalhadores.

Entretanto, a empresa não reviu sua decisão de não conceder reajuste e com isso os trabalhadores pararam. No primeiro dia da greve uma passeata dos grevistas seguiu até o centro da cidade e bloqueou o trânsito na Avenida José Paulino. A prefeitura notificou as empresas para que mantivessem pelo menos 70% da frota de ônibus em operação, sob possibilidade de penalização, e a LLC Transportes “foi notificada da aplicação de multa diária de R$ 81.741,12, em razão do descumprimento das obrigações contratuais assumidas”. No mesmo dia foi anunciada a criação de uma comissão para apurar irregularidades na operação do serviço de transporte público. Em três dias “a comissão poderá recomendar uma possível intervenção no serviço ou até mesmo a rescisão contratual da prefeitura com a empresa”, segundo nota oficial.

Uma reunião realizada na quinta-feira entre representantes das empresas, dos trabalhadores e da prefeitura terminou em acordo entre os trabalhadores da LLC e a empresa, que concedeu reajuste de 9,89 %, possibilitando o retorno dos serviços de transporte escolar à normalidade. Mas a Viação Passaredo alegou condições financeiras precárias e não aceitou conceder reajuste, o que manteve a greve até o momento. No mesmo dia a prefeitura entrou com pedido na justiça para o restabelecimento do serviço.

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