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Posts sobre a Região Metropolitana de Campinas

Transporte ferroviário: uma alternativa viável para Paulínia e região

VLT em exibição em Brasília. Sistema está sendo planejado para a Copa.

A Região Metropolitana de Campinas possui atualmente 2 798 477 habitantes, sendo o 10º maior aglomerado urbano do Brasil e o 2º maior do estado de São Paulo. Entretanto, a criação da região metropolitana, em 19 de junho de 2000 parece ter servido apenas para fins administrativos teóricos, e não práticos.

A região é uma das que mais crescem no país mas a infraestrutura das cidades não acompanha o ritmo de crescimentos. Campinas, a metrópole regional, possui trânsito complicado, tráfego intenso de mercadorias e pessoas, como toda grande cidade. Mas esses problemas vêm se intensificando e se alastrando por várias outras cidades, como Paulínia, que com pouco mais de 80 mil habitantes já registra congestionamentos na área central e adjacências. Até a rodovia Professor Zeferino Vaz, que liga Paulínia a Campinas, tem apresentado tráfego intenso em finais de semana, que com as obras da Rota das Bandeiras tem transformado as viagens entre as duas cidades em dor de cabeça. Com a criação da região metropolitana, era de se esperar que os investimentos em transportes das cidades fossem intensificados por causa do grande crescimento, mas isso não ocorreu.

Uma boa alternativa para a região a implantação de veículos leves sobre trilhos, transportes semelhantes aos metrôs, mas, como o nome sugere, mais leves e compactos, além de geralmente correrem sobre a superfície. O investimento não é muito caro (estima-se que VLT do ABC custará R$ 80 milhões se for elevado e R$ 40 milhões caso térreo, bem abaixo dos R$ 527 milhões investidos apenas na linha amarela do metrô de São Paulo até 2009) e a capacidade de transporte alta (o mesmo VLT do ABC poderá transportar até 30 mil pessoas/hora. Para efeito de comparação, o terminal intermodal de Campinas recebe por volta de 5 mil usuários/hora). No Brasil esse sistema é utilizado na Região Metropolitana do Cariri, no interior do Ceará, e há estudos para ser implantado em capitais do Nordeste, Brasília, ABC Paulista e em outras regiões. O sistema pioneiro foi da RMC. Em Campinas, a primeira tentativa de melhorar o sistema de transportes ocorreu em 1990, com a construção do VLT. Mas após cinco anos em operação o sistema foi desativado.

Agora está mais do que na hora da região ter outro projeto semelhante. Um sistema de VLT que, além de Campinas, servisse cidades como Paulínia, Sumaré, Hortolândia, Americana e Vinhedo ajudaria muito os transportes da região. Os governos municipais da RMC deveriam se unir para estabelecer um convênio com o governo do estado e juntos estudarem a melhor maneira de implantar-se esse sistema. Isso seria benéfico para a população metropolitana e para a própria economia da região.

Créditos da imagem. Autor: Mario Roberto Duran Ortiz. Fonte: commons.wikimedia.org

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