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Segurança Pública

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Paulínia tem recorde de homicídios decorrentes da violência no trânsito

De abril/2013 a março/2014 foram registradas 18 ocorrências com vítimas fatais

Um levantamento dos dados da violência no trânsito de Paulínia revela uma realidade que merece atenção das autoridades de trânsito. O número de ocorrências com vítimas fatais vem aumentando.

Gráfico mensal de homicídios decorrentes da violência no trânsito de Paulínia

O gráfico acima apresenta uma linha média de tendência com ligeiro crescimento. Houve um pico de 4 ocorrências fatais em novembro/2013 e o segundo semestre de 2013 teve 11 homicídios, também um recorde. E o primeiro trimestre de 2014 já contabiliza 5 homicídios.

Gráfico acumulado de 12 meses de homicídios decorrentes da violência no trânsito de Paulínia

O gráfico da contagem acumulada de 12 meses mostra que havia uma tendência de queda no número de ocorrências fatais até setembro/2013 quando então ouve uma reversão da tendência que agora é de alta. Em março/2014 a contagem atingiu o pico de 18 homicídios decorrentes da violência no trânsito nos últimos 12 meses, o período mais violento da série acumulada.

Uma das hipóteses para explicar o aumento no número de homicídios é de que estaria associada a um maior volume de trânsito e também de ocorrências de trânsito em geral. Ou seja, um maior volume de trânsito levaria a um aumento relativo nas ocorrências não-fatais e nas também nas ocorrências fatais. Para checar esta hipótese, levantamos também os registros de ocorrências com lesão corporal decorrente da violência no trânsito.

Ocorrências não-fatais

O gráfico representa a estatística mensal de lesão corporal resultado do trânsito:

Gráfico de ocorrências de com lesão corporal decorrentes da violência no trânsito de Paulínia

O gráfico acima com registros mensais exibe uma flutuação estatística que não denota uma tendência de alta ou de baixa significativa. Os dados oscilam ora pra cima ora pra baixo em torno de uma linha média que se mantém praticamente constante há mais de 2 anos. Paulínia têm em média 28 ocorrências de lesão corporal resultado da violência no trânsito a cada mês.

Gráfico acumulado de 12 meses de ocorrências de com lesão corporal decorrentes da violência no trânsito de Paulínia

O gráfico acumulado de 12 meses confirma o gráfico anterior de que o número de ocorrências de lesão corporal tem se mantido praticamente constante ao longo dos períodos. A média é de 333 ocorrências de lesão corporal a cada período de 12 meses, ou seja, uma média próxima de uma ocorrência com lesão corporal por dia.

Os dados nos dizem

Uma das conclusões diretas dos dados é de que a estabilidade no número de registros de ocorrências não-fatais não ajuda a explicar a causa do aumento recente do número de ocorrências fatais. Se ambos aumentassem, a hipótese mais provável para explicar o fenômeno seria a do aumento do volume de trânsito.

Se somente as ocorrências fatais aumentam, devem ser analisados quais fatores que tem contribuído especificamente para este tipo ocorrência, que são muitos como: fragilização na fiscalização de trânsito para excesso de velocidade, deterioração da iluminação pública, deterioração da sinalização de trânsito, etc. Se o aumento das ocorrências é nas estradas, fora da competência do município, cabe ao poder municipal cobrar as autoridades responsáveis. Para tanto, o georreferenciamento dos registros poderia contribuir enormemente na compreensão dos dados para estabelecer as políticas públicas de trânsito mais eficazes para reverter a tendência. Ficaremos de olho no que os dados nos dizem.

Como foi a campanha decisiva para encontrar a jovem desaparecida

No dia 30/04, li a seguinte mensagem no Twitter:

Com o nome, imediatamente encontrei o perfil da desaparecida no Facebook e notei que havia posts de divulgação da procura, ou seja, a família tinha controle do perfil, porém o post de divulgação estava com compartilhamento restrito apenas para "Amigos de amigos". Mandei mensagem privada pedindo para alterarem a configuração de privacidade do post:

Compartilhei o post no Grupo "É Paulínia", e logo começaram a reclamar que não estavam vendo o conteúdo:

Mais tarde, pedi novamente para alterarem a configuração de privacidade do post, desta vez em mensagem no post. Quando vejo as configurações de privacidade de um post, como prudência, considero em primeiro lugar que pode ser uma escolha da pessoa manter o post mais restrito, portanto não convém simplesmente fazer uma cópia do conteúdo e republicar, e não é uma boa prática pois além de não manter vínculo com o post original, não gera notificações para o autor do original.

Vale dizer que boa parte destes 45 compartilhamentos da imagem acima se devem a amigos meus que somente enxergaram este conteúdo quando o perfil da jovem me aceitou como "amigo", já que estava configurado para visibilidade até "amigos de amigos".

Alguns dias depois, leio mais mensagem no Twitter:

E uma resposta tardia da familia, a uma mensagem que enviei alguns dias antes:

À partir daí, e considerando que um assunto tão sério sequer tinha sido visto nos maiores Grupos e redes sociais de Paulínia, me senti na obrigação de me engajar nesta divulgação. Inaceitável, numa cidade como Paulínia, ter uma garota desaparecida há tanto tempo e uma mãe angustiada e desamparada. Coletei detalhes com a mãe e criei um cartaz que foi publicado no Grupo É Paulínia. Reproduzo abaixo apenas o cartaz de agradecimento que já dá uma ideia:

O cartaz do desaparecimento foi publicado no Grupo É Paulínia, que tem mais de 11 mil membros, às 13h13 do dia 07.

Abaixo apresento o gráfico do número de compartilhamentos que se seguiram nas horas seguintes até que a jovem fosse encontrada quando a campanha atingiu o número de 642 compartilhamentos ao longo de 30h. Reparem que a velocidade de propagação só aumenta até chegar em 300 compartilhamentos. Depois há um período da madrugada e retomada no dia seguinte:

Alguns aprendizados:

  • Tudo começou com mensagem no Twitter mirando um comunicador de longe, mas que na plataforma mais aberta do Twitter deixa rastro pra quem tá perto.
  • Para o sucesso de uma campanha, não é suficiente o apelo da causa;
  • Instituições e autoridades são suscetíveis e operam melhor em casos que ganham visibilidade, seja na TV ou nas redes sociais (cada vez mais no segundo);
  • Após uma campanha de alto impacto* nas redes sociais em busca de um desaparecido que estiver nas redondezas, quem pode, aparece.

*Alto impacto, neste caso, me refiro a:

  • Segmentação geográfica: campanha focada numa cidade;
  • Alta intensidade: muitos compartilhamentos em poucas horas.

Atualização 10/05:

  • O amigo Alexandre Mane me informou que a página Agora Paulínia fez uma divulgação paralela do cartaz do desaparecimento e teve quase 200 compartilhamentos. Portanto, com os 642 + 200, tivemos certamente mais de 800 compartilhamentos, e se a campanha não tivesse sido brecada, passaríamos de 1.000 compartilhamentos ainda no 2º dia da campanha;
  • Após a localização da filha, a família foi acolhida pelas autoridades competentes para orientações sobre o caso. Um caso que agora sai da esfera pública para entrar na esfera privada.
Conteúdo sindicalizado